terça-feira, setembro 30, 2008

com a pequena grande ajuda dos amigos

O "achamento" de Pietro Belluschi e a visita aos álbuns Pietro Belluschi de born 1945 e Dorsey Center 1963 de jenosale.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Urgências

A urgência na sua elaboração decorre da desqualificação urbana diagnosticada, da necessidade de se atrair população para a Baixa, do reequilíbrio de funções e de enquadrar as pretensões dos promotores (...)

Plano de Pormenor da Baixa Pombalina, "Urbanismo & Construção" N.º 683

... apenas para relembrar que os diagnósticos de "desqualificação urbana", as necessidades de "atrair população", o "reequilíbrio de funções" e o enquadramento das "pretensões dos promotores"... são "factores" ("chave"... "para o sucesso"...) que a "Baixa" de Lisboa partilha com 99% do "restante" território nacional...

Quintas Diferentes

sexta-feira, setembro 26, 2008

agora em coro

Most Exclusive Residence For Sale

It was the biggest house in the neighborhood.
He went and bought this house when he made good.
Ten bedrooms and a swimming pool,
Where he entertained all the people that he knew.
But he hit the hard times and had to sell out.
Most exclusive residence for sale.

He went and spent all the money that he had.
Because he had a heart and not a head.
He spent it all on girls and fancy jewelry.
Then he found himself in front of a judge and jury,
And the judge said to pay up, our you must sell out.
Most exclusive residence for sale.

He had to tell all the servants to go away.
Couldn't even afford to pay their way.
He took to the bottle and drunk himself down,
Then he soaked away all the troubles and let them drown.
Then he saw a notice on the wall,
Most exclusive residence for sale.
Most exclusive residence for sale.
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

Kinks

quinta-feira, setembro 25, 2008

Branca de Neve

A ampliação do edifício da CM Boticas, finalmente.
O rigoroso academismo minimalista, neo-moderno, cool e bem-pensante (e sem bem o pensou, melhor o fez) do Belém Lima, começa a... enjoar.
O acesso "perpendicular" à sala de secções recordou-me o parente (rico...) da CM Matosinhos, mas isso agora de uma "ralação" (e já temos tantas) por tipologias e por "types" com outros paços de concelhos "democráticos" tugalenses (ou mesmo ibéricos...) não interessa nada...
O autor também nada esclarece e sobre a "nota de autor" (terá levado a "singularidade" da "nota" demasiado a peito...) não convém (por piedade...) escrever...
A cadeira do poder precariamente (?) em "consola" (será o chamado poder "projectado"...) se é piada (o humor não alarve de que falava o JFC?...) tem realmente muita piada...
O "texto crítico" fala em Malevich e Aristóteles... ah, sim... e em flocos de neve...

Solidariedade com o McCain & o Abel

O capitalismo acabou?
Is it communism really dead?
As notícias da morte das filosofias políticas...
Pelo sim pelo não (e na dúvida) odp suspendeu actividades...

... e aconselha todos os bloguers (e blaguers) a fazer o mesmo.

Natal (the countdown)

Faltam 3 meses para a prenda do Bernardo.

terça-feira, setembro 23, 2008

Guiana (Francesa)

Aos que (com' odp) estiverem a necessitar de desenjoar de tanta, tão variada e boa arquitectura, o gestor do blogue recomenda um saltinho até à Guiana (Francesa) para espreitar as obras do "Lycée Professionnel de (Balata) Matoury" e da "Médiathèque de Kourou" do atelier Brochet Lajus Pueyo. Não precisa agradecer.

Da Contemporaneidade (Bacoca) # 2

Galhos do saber (eco-bacocos)
Bailarinas... palhaços... acrobatas...
Flamingos cor-de-rosa nas fraldas da Serra

Da Contemporaneidade (Bacoca) # 1

- Do you regard your work as criticism of modernism as such?

No. Modernism was the most efficient way to translate the specific, historical moment at that time. But modernity is too basic for today's world. We need something more contemporary in order to force architecture to go beyond modernism. When I see a modern building, I'm fascinated by its complete detachment from our contemporary world. When modernism came into being, people were more related to a specific environment; they didn't have so much information. Now we're overexposed to all sort of things. Architecture should be a translations of this situation.

Esta (longa) citação da entrevista de Fernando Romero à revista ArchIdea # 37 da Forbo (odp lê quase tudo o que apanha à mão) ajuda a compreender alguns dos equívocos que "alimentam" a obra de muitos (e muitos, e muitos...) arquitectos das novas... gerações...
Em primeiro lugar a "falácia" ("moderna" por irónico que seja...) de que a cada tempo... sua arquitectura. O nosso tempo (como aliás, ou muito me engano, todos os tempos...) é um tempo, é "o" tempo, do tempo plural... é o tempo de acomodar (...) a sobreposição dos tempos e das suas arquitecturas...
Não há nada na arquitectura "moderna" (ou outra) que a condene à "obsolescência", à condição de inútil relíquia de um outro tempo... Não existe (mas que raio de ideia) nenhum "detachamento" entre a arquitectura do "modernismo" (qual?...) e o "mundo contemporâneo"...
A "sociedade da informação" (e/ou do espectáculo...) habita a cidade tradicional, moderna, contemporânea... com o mesmo à vontade e "descaramento".
Pobre da arquitectura que é "apenas" do seu tempo. Que passa pelo tempo, como as modas...
A arquitectura é também a experiência de alguma "perenidade", de alguma "permanência". A arquitectura é demasiado "custosa" (em todos os sentidos da palavra) para "brincas na areia".
A arquitectura é construção (nalguns casos é "acumulação", mas isso é outra conversa...) de "património" no sentido mais "nobre", ou melhor, mais "honrado", da palavra.
Pobres arquitectos da contemporaneidade bacoca...

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segunda-feira, setembro 22, 2008

Política Americana

It seems dangerous to use stupidity as an explanation for peculiarities of historical thought or historical behaviour unless there is no other way (...)

Patterns of Intention, On the Historical Explanation of Pictures; Michael Baxandall

Ex-primenta

odp pede desculpa pela (falta de) qualidade das postas mas ainda está a recuperar do Câmara Clara de ontem à noite...

Polis (chinelo)

Não fossem os incómodos e os prejuízos "reais" para as pessoas e para as suas propriedades e a co-responsabilidade das obras do programa Polis nas inundações da baixa de Albufeira até davam vontade de rir.
Que eu saiba foi o primeiro caso mas não me admirava mesmo nada que não viesse a ser o último...

domingo, setembro 21, 2008

Autumn is Your Last Chance

sexta-feira, setembro 19, 2008

Hilberseimer 3.3.4













... começar por projectar uma casa de banho ("adaptada") e acabar a sonhar com uma cidade (bem, foi mais com mais um Siedlung, mas é quase a mesma coisa...) para três milhões de habitantes...
É uma proposta "tipo", esquemática, para um "esquerdo-direito" com dois fogos de tipologia T3 por piso, sem nada de "especial", de "novo", ou de "inovador" (odp acredita que está tudo mais que inventado...).
O "suplemento" da "ligação directa" entre a cozinha e a zona de refeições do "living-room" (o aspecto mais "moderno" da proposta), fica a meio caminho entre o optimismo ("moderno" mas) um pouco ingénuo (e um tanto hipócrita...) da "kitchnet" e o apartamento corrente, "standard", com uma delimitação mais formal e rígida entre os diferentes compartimentos.
O (eventual...) elevador "entalou-se" entre as cozinhas e as despensas para reduzir os "ruídos" na sala e quartos. A I.S. "adaptada" entre dois dos quartos ganhou uma generosidade (e uma janela...) nunca antes imaginada...
A I.S. e o "closet" da "suite" podem variar em função do triunfo das vontades do promotor ou do cliente. Quanto ao resto não vejo necessidade de grandes a-variações... mas pode ser, admito, que sim...
... prestava-se bem à adopção de soluções de pré-fabricação ligeira... ou não fosse o rigor da commensurazione (e para não variar...), de mortis...
Contributos "positivos", críticas d'arrasar (o norte é para a esquerda...), despropósitos... a caixa de comentários está por vossa conta...

Maqueta Conceptual

Construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Chico Buarque

Nós, o Povo











... eu diria (antes pelo contrário) que apenas um "olhar" marxista (estou a pensar no Mitologias...) poderia "desvendar" a "construção" dessa "verdade inconveniente". Para os "marxistas", o "povo", como aliás, todas as coisas, são "construções". Para os (e como é que eu hei-de dizer isto?...) para os "não marxistas", é que o "povo" é (ou poderia ser...) uma coisa "natural", uma coisa não "fabricada", não "construída", como uma "fatalidade" (mais que politica ou religiosa, "ontológica"...) uma fatalidade do "destino"...
Uma coisa do outro lado da fronteira, diferente de nós... (justamente) estrangeira...
É esse o génio do Brutti, Sporchi e Cattivi (Feios, Porco e Maus): dar a ver, no "povo", o outro povo, da burguesia.
É olhar para eles... os das grandes famílias... à porta da igreja... antes da viagem... para a última ceia do patriarca...
"Para que serve", a um "artista", a "representação" do povo?
Bom... calculo que cada artista saiba de si (que a mais não é obrigado...)
Eu perguntaria, a quem interessa a não representação do Povo?
Talvez o funcionário da cinemateca, em vez de escrever sobre o almoço com Manuel de Oliveira, pudesse ou devesse escrever sobre o "Aquele Querido Mês de Agosto"...

tb (a arquitectura é coisa mental)

... a arquitectura começou quando o macaco-homem-arquitecto (a ordem é arbitrária), entrou na caverna e pensou: isto convém-me.

a blogosfera com telhados de vidro

Ao sair da desfocagem (foi da banheira, mas estava tudo nebulado) hesitei, entre a "ideia" de atachar uma placa acrílica espelhada com o (nosso) nome dos "autores", e a "ideia" de serigrafar "directamente" na pele do cubo de vidro...
Que te parece?...

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ring-a-Ding

em "toque polifónico"
Foi você que pidiu?

Leituras

Jerry Saltz versus Justin Davidson, ainda sobre a "operação" de "sexual reassignment" do Lollipop em "jewel box" (a este despropósito vale também muito a pena seguir o rato para o novo link do "progressive reactionary" e ler esta posta) e o FABuloso artigo de Jonathan Glancey no Guardian (absolutamente a não perder) sobre as "perversões" da Bienal de Veneza.

Pimba?

Pimba é isto!

terça-feira, setembro 16, 2008

Parede of Homes














Esta e muitas outras "gracinhas" graças (muchas gracias) à galeria "moderns-r-us" da Rua dos Fanqueiros. (Galerias "moderns-r-us": Fatos arquitetonicos à sua medida.)

Escandaleira













Exposição barra (literalmente!?...) "performance", este ano, na Bienal de Veneza.

... temos pena, Souto, mas os vidros espalhados, os acrílicos espelhados ou o "sign" do "I'm a monument" (...) são "escândalos-kotas" com bem mais de 30 anos e que a bem dizer já não escandalizam - fatal como um urinol... - ninguém...

Animais de Estimação













JDS (ou BIG, ou lá o que é...), este ano, na Bienal de Veneza.

isto não é um antes e depois

O "Rusakov" do Melnikov e a Casa da Música do Kualhas!?...
Enquanto a primeira "explora" a(s) forma(s) e o espaço interior
do(s) auditório(s) na "dinamização" (arquitectos...) da composição dos volumes, a segunda "embrulha" o auditório propriamente dito numa forma "outra" (qualquer...) apenas muito vagamente relacionada com o "volume" da principal sala de concertos.
Se procurarmos por outras "ralações" (à consideração do Herr Direktor Correktor) ao nível da implantação e das (respectivas) relações urbanas com o(s) contexto(s), o "link" é ainda mais fraco... A implantação, bem cuidada e (bem) inteligente, da obra russa (o alinhamento com a avenida... a abertura em "leque", do "leque", ao parque...) não é para qualquer um com pretensões...

sábado, setembro 13, 2008

Bureaux




Passou desapercebida...

... a "casa-oficina" em taipa para os "arredores" de Beja do arquitecto Bartolomeu Costa Cabral (e outros) publicada na "Arquitectura e Vida" de Junho.

Uma obra que recupera técnicas "verdes" e "eco-lógicas" próprias e "típicas" da "região" com centenas ou milhares de (anos de) saberes (sem os modismos pseudo-virgens dos "cubos de vidro" forrados a "vinha virgem" e outros galhos...), uma obra que apresenta soluções inovadoras para a regulação e manutenção térmica e construtiva da cobertura, uma obra que recupera, sem despropositados embaraços nem nervosas histerias, as "linguagens" do tempo em que a arquitectura moderna... era moderna, uma obra de um arquitecto "sénior", sério, com obra feita...

... não admira. (Ainda se fosse um suíço...)

sexta-feira, setembro 12, 2008

Sensaboria (Taste Less)

The decision by the Museum of Arts and Design to renovate Edward Durell Stone’s building at 2 Columbus Circle in Manhattan set off a furious preservation battle. Described as a “die-cut Venetian palazzo on lollipops” by the architecture critic Ada Louise Huxtable when it opened in 1964, the original building was derided as the height of tackiness but later celebrated as a bridge to postmodernism.

Link

E agora... Ada Louise!?...

O Lollipop do Durell sempre tinha alguma piada...

rut

quarta-feira, setembro 10, 2008

A Pop depois dos 30


















A Pop ao fim dos 30

... e a questão do disco do ano (*) fica desde já arrumada

* eu sei que o Pacific Ocean Blue é um disco do ano mágico de 77, mas assim como assim o mais certo seria sempre o disco do ano de 2008 ser um disco de outro ano qualquer...

terça-feira, setembro 09, 2008

Lá dentro # 2

Lá dentro # 1

Isto "lá (por) dentro" (não é nenhuma novidade) é sempre muito mais divertido e as "estrelas" - bem... são o Robert Adam e o Nikos Salingaros, mas sempre é melhor que nada... - não têm peneiras em subir ao povo das caixas de comentários para "defender" as suas obras e os seus pontos de vista...
"Cá (por) fora" (a tradição da democracia é uma coisa tão bonita...) é que nem uma "caixa" ("controlada" que fosse...) para comentar as "notícias"...

domingo, setembro 07, 2008

Até tu Palladio...

Está feito, está(s) feito... Não adianta (não disfarces...) querer emendar...
A querer enganar (mas quem é que tu pensas que enganas!?...) a "disciplina"...
As fachadas das tuas igrejas estão uma pouca vergonha!
Porca miséria... as colunas falsas, as pilastras duplicadas, as arqui-traves (só de pensar nisso...) inter-rompidas...
Mas que grande palerma... perdeu-se com o teu talento para a "composição" plástica um grande pintor...
Que falta de respeito pela concordância com o interior... os nichos para as esculturas desalinhados das naves...
Na Il Redentore só faltou furares a pedra (como nas "construções" em areia na praia...) de um lado ao outro...
Brinca na Areia! Vai brincar com a perspectiva!
Armado em "complexo"!?
Eu dou-te o cubista!

... levas um calduço!

O Cubismo na Arte da Arquitectura








Recuperar a complexidade na definição da arquitectura, propondo leituras múltiplas do seu volume, transparências, sobreposições e cores, retomando algumas das pistas abertas pelas experiências do cubismo.

Duarte Cabral de Mello e Maria Manuel Godinho de Almeida, Casa da Ria, Aveiro, Revista Architecti 11/12

A coisa, savo erro omissão ou outro "azar" da memória, também passou pela figura lá de cima...

Custo de Vida # 3

odp folheou o Expesso de ontem
tem notícia da eminente "discussão" do "mono" do Rato na OA ilustrada com um novo render (esperto... esperto...)
Parece que estão abertos as "sugestões" e a "contributos" (daqueles contributos "positivos", claro...)
odp (tb cortou nos jornais...) não está em condições de postar muito mais sobre o assunto mas tem caixa de comentários...

Custo de Vida # 2

Valerá a pena enterrar 5 aérios na última "+ arquitectura" (só) para ler a entrevista ao(s) Promontório!? "Conversa" do JA parte II!?...

(odp está em "redução"... 10 anos a perder "poder de compra" não é brincadeira...)

Custo de Vida # 1

I can't understand why the price of gas suddenly rises when oil goes up
but takes months to go down long after oil falls
I can't get behind any of that

I Can't Get Behind That, Has Been, William Shatner

em conversa com o homem da bomba de gasolina (faço questão de abastecer em bombas de gasolina sem gravações aparvalhadas...) fiquei a saber que da última vez que o preço do barril de petróleo esteve ao preço actual o gasóleo custava 94/95 cêntimos...

hoje "custou-me" (nada mais nada menos que um "acréscimo" - de lucro... - a rondar os 33%...)127 cêntimos...

- Eles fazem o que querem e ainda lhes sobra tempo...

Deve ser a isto que os "analistas " (de mercado) e outros "opinion makers", chamam de "livre concorrência" e de "o saudável funcionamento do mercado liberalizado devidamente auto-regulado"...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Critérios Jornalísticos

O mesmo jornal Público que dedica 1 (uma) coluna da página 8 ao "arranque" da 32.ª edição da Festa do Avante com o título de "Festa do Avante arranca hoje contra Código do Trabalho", dedica 7 (sete) colunas (página e meia...) ao "Red Bull Air Race". Não "foisse" a coisa ficar pelo "subliminar", entendeu por bem o jornal "anexar" a prosa elegante de uma carta de um leitor ao director do jornal onde se pode ler que "Salazar, Cunhal, Estaline, Lenine, Mussolini ou Hitler são iguais, e farinha da mesma saca". Não vou argumentar (argumentar para quê?...). A única "solução" (que também não é solução...) seria deixar de comprar um jornal que ofende a minha inteligência.

O Coma

Parvinho de todo com a leitura do texto do arquitecto Francisco da Silva Dias publicado no Boletim "Arquitectos" n.º 187 (que para variar chegou quase em Setembro...) do mês de Agosto.

O texto ficciona as deambulações de um dos "protagonistas" do Congresso de 48, recém-acordado de um longo sono, de uma "hibernação", de um "coma" de 60 anos, pela "paisagem" da arquitectura portuguesa contemporânea.
Para o autor do texto, o "protagonista" ficaria "deslumbrado", "com o papel que hoje a Arquitectura tem no quotidiano de todos. É provável que se emocionasse ao ouvir dizer ou ver escrito, preto no branco, em documentos que emanavam de uma entidade nunca por si sonhada, a União Europeia, que a Arquitectura é um Serviço Público e que o Direito à Arquitectura é hoje tido por fundamental e indiscutível". Sim... é possível que se "emocionasse"... com o direito dos cidadãos portugueses da UE, à acrescida possibilidade de encomendar o "servicinho" (completo) da Arquitectura (quase que) a quem calha...
"Uma coisa (adianta mais adiante) o espantaria: a paisagem construída do país ( ) a qualidade que o Poder Local tem conseguido imprimir às povoações ao nível do ordenamento do espaço público, onde ( ) surgem obras de arquitectura de inegável significado é, por toda a parte, dissolvida por um mar de "português suave" de pacotilha". Pessoalmente, que não tenho qualquer dificuldade em compreender e até em partilhar o "espanto" do nosso "protagonista" pela inegável e indiscutível qualidade do "ordenamento do espaço público" pelo Poder Local (democraticamente eleito), apenas lamento não ter a oportunidade de questionar o autor do texto quanto à(s) responsabilidade(s) do mesmíssimo Poder Local (conquista de Abril...) no a-par-e-cimento dos "mar(es)" (e marés...) das múltiplas "vivendocas" (MGD) no "estilo" dito "português suave"... Já o "mar" de "vilas utopias", "bons sucessos" & Co., não aparenta preocupar Francisco da Silva Dias... O autor do texto ainda afirma que a "questão" "já não é a tradição versus a inovação" (como se a "tradição" não pudesse também ela ser "inovadora"...), mas a coisa nunca se afasta muito da muito patética recuperação (com bem mais de 100 anos de atraso...) da (velhinha...) "batalha dos estilos", entre os "modernos" e os... outros... entre o direito do arquitecto ao seu (incompreendido...) "mono" (esta a-pareceu-me com "destinatário"...) e o desejável "impedimento" dos "outros" ao "tradicional" ou aos "telhados"... Custa a acreditar que enquanto "kolectivo", a "classe" permaneça acantonada e defensivamente "entrincheirada", nestas magnas "preocupações"... sociais...
Mas "impedimentos" (a "censura" e tal...), "impedimentos" é que não...
O "protagonista" "ficaria, sem dúvida, alarmado se lhe dissessem que a censura ainda existe. Sem Rosto. Larvar mas igualmente corrosiva da liberdade de concepção pela qual tinha lutado."
"Ele (o "protagonista"), a quem o Código Deontológico que Pardal Monteiro gizara proibia qualquer tipo de propaganda que fosse instrumento de concorrência ou distorções na encomenda", não deixaria de reflectir sobre a regulamentação do actual mercado do acesso à encomenda da arquitectura (concurso, honorários, etc.), sobre os "critérios" da propaganda dos editores de revistas e dos "cura-dores" de exposições... quem sabe, sobre o(s) (ab)uso(s) de alguma(s) Liberdade(s)...
"Em alguns aspectos ele sentir-se-ia no reino da utopia alcançada".
Aleluia, colegas!

quinta-feira, setembro 04, 2008

Gosto de passar...

... pelo Dezeen para acompanhar as "trends" e para ver (para acreditar...) com os meus próprios olhos "o que passa", mas o que eu mais gosto de ler no Dezeen, são (mesmo) os comentários.
Na Tirana (Tirana, não esquecer, é um lugar...), na Tirana Rocks! (...) bateram, muito justamente, forte e feio...

Uma Recomendação...

... de visita ao site dos arquitectos Dixon & Jones (pós-modernistas, vou desde já avisando...) para espreitar o "Darwin College Study Centre" da (ou na?) Universidade de Cambridge.
A obra data de entre 89 (projecto?) e 94 (conclusão da obra?)
e eu não sei para onde é que estava a olhar - precisamente entre 89 e 94... - que não dei por nada...
Fui investigar... têm um livro... e lá dentro um artigo (que eu tenho que ler...) do Colquhoun...
Raios... maldição... maldito bom gosto...

Pimp My Model

quarta-feira, setembro 03, 2008

Bipolar

antes uma juíza bipolar que uma justiça bipolar

segunda-feira, setembro 01, 2008

Bulbs, Lightbulbs

Monografia do Mês


















O livro é um pouco... estranho ("peculiar"), mas, ainda assim (que eu saiba também não há outro...) vale, vale sempre, a pena...
A aposta vai (toda...) para as (novas...) maquetas das obras executadas ou (apenas) projectadas. Alguns (poucos e minúsculos...) desenhos, umas (poucas) de (umas) fotos de época, nenhuma (nova...) a cores (mas para isso também temos a net...)
Os textos, tanto quanto deu para ler, recomendam-se e até já podiam ter "rendido" para duas ou três daquelas postas-citação...
Nunca fui um grande admirador da arquitectura das vanguardas russas... Nos meus tempos de estudante (...) entraram na moda como uma espécie de "padrinhos" da nova moda "Decon".
(odp estudou na ressaca - e não em ressaca... - do dito e ditoso pós-modernismo...)
Do Melnikov, do pouco do Melnikov que conhecia, e desde que pela primeira vez choquei com o fabuloso teatro "triangular", é que eu sempre m'alembro de ter gostado muito.
Calhou agora.
(O Manuel Vicente diz que "foge" mais para o FLW, mas eu tenho um certo orgulho nesta... Faz agora - vejam bem o que as coisas são... - um ano... E ainda há quem não las creia...)

Mapear

E o mais engraçado disto tudo é que a palavra "referendo" não é mencionada uma única vez...
Pior que o centralismo centralizado (ao menos esse é "coerente"...) só mesmo o centralismo descentralizado...