terça-feira, setembro 23, 2008

Da Contemporaneidade (Bacoca) # 1

- Do you regard your work as criticism of modernism as such?

No. Modernism was the most efficient way to translate the specific, historical moment at that time. But modernity is too basic for today's world. We need something more contemporary in order to force architecture to go beyond modernism. When I see a modern building, I'm fascinated by its complete detachment from our contemporary world. When modernism came into being, people were more related to a specific environment; they didn't have so much information. Now we're overexposed to all sort of things. Architecture should be a translations of this situation.

Esta (longa) citação da entrevista de Fernando Romero à revista ArchIdea # 37 da Forbo (odp lê quase tudo o que apanha à mão) ajuda a compreender alguns dos equívocos que "alimentam" a obra de muitos (e muitos, e muitos...) arquitectos das novas... gerações...
Em primeiro lugar a "falácia" ("moderna" por irónico que seja...) de que a cada tempo... sua arquitectura. O nosso tempo (como aliás, ou muito me engano, todos os tempos...) é um tempo, é "o" tempo, do tempo plural... é o tempo de acomodar (...) a sobreposição dos tempos e das suas arquitecturas...
Não há nada na arquitectura "moderna" (ou outra) que a condene à "obsolescência", à condição de inútil relíquia de um outro tempo... Não existe (mas que raio de ideia) nenhum "detachamento" entre a arquitectura do "modernismo" (qual?...) e o "mundo contemporâneo"...
A "sociedade da informação" (e/ou do espectáculo...) habita a cidade tradicional, moderna, contemporânea... com o mesmo à vontade e "descaramento".
Pobre da arquitectura que é "apenas" do seu tempo. Que passa pelo tempo, como as modas...
A arquitectura é também a experiência de alguma "perenidade", de alguma "permanência". A arquitectura é demasiado "custosa" (em todos os sentidos da palavra) para "brincas na areia".
A arquitectura é construção (nalguns casos é "acumulação", mas isso é outra conversa...) de "património" no sentido mais "nobre", ou melhor, mais "honrado", da palavra.
Pobres arquitectos da contemporaneidade bacoca...

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quinta-feira, dezembro 06, 2007

i.e.

Por mim, e espero encontrar alguns entusiastas até ao fim da presente década, chegou o tempo de pensar em mosteiros tecnológicos, i.e., numa retirada estratégica que permita pensar com honestidade absoluta os modos de salvar a sabedoria e a arte.

António Cerveira Pinto, arq./a Dezembro 2007

Quer dizer... a parte da "honestidade absoluta" (tem mesmo que ser!?...) e a parte de "salvar a sabedoria e a arte" (a "arte"... toda!?...) é que me estão a lixar... mas tirando isso... podes contar com o meu... entusiasmo!
Grades da Cartuxa... (copos da Cartuxa...) Here I go... assim, como assim (?), tenho as minhas (XXXVII) malinhas (LV) prontas, since I first saw, a planta (e um vídeo na RTP...) das "celas"...
Oh, i.e., I'm ready for my close up Mr. De Mille...

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Itten