sexta-feira, setembro 21, 2007

Nova Lisboa














50 anos depois da compra da ilha (de Manhattan) pelos holandeses, um gravador francês desenha um mapa da Nova Amesterdão, que Koolhaas reproduz (no Delirious New York) (...). Acontece que Koolhaas (e eventualmente as suas fontes) não reconhece a verdadeira origem da gravura, falsificada para responder à encomenda. A grelha é afinal a do Bairro Alto, a Broadway é a calçado do Combro e o Mar do Norte é o Tejo. Passe a anedota (o astro teórico do urbanismo pós-moderno dispensará a miudeza de reconhecer a história de uma das capitais europeias da época), podemos ver neste facto "erróneo" uma outra alegoria: a da instrumentalização, ou falsificação do discurso, nas representações da cidade.

Erros e Mitos da Imagem, a propósito de convicção, comunicação e cidade, Pedro Brandão, revista Arquitectura e Vida n.º 85, Setembro.

A não perder, para (não) "variar"...

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domingo, setembro 16, 2007

Os Epígonos

Mies? No me gusta. Me gustam las curvias (só para "mestres", meu caro, só para "mestres"...), prefiro la provocación ao refinamiento (que lamiento... - como se a "intencionalidade" da primeira pudesse existir sem o rígor na forma, da segunda...).
La importancia de Frank es Rem. Palladio é famoso, perdão, Big, pelos livros que escreveu sobre as "villas" e não (o ovo ou a galinha...) pelas "villas" propriamente ditas. Frank Lloyd Wright escribió más de 50 libros (e projectou mais de 500 obras, mas não digam nada a ninguém...) Não estou interessado em construir por "100 contos o M2" (no "Rural Studio", ou em 90 % do planeta chamavam-lhe um "figo", mas enfim...) Aqui o Greg está "in", habita na "esfera cultural", mai-la azharada, o kualhas, o Eisenman (querias...) e o Tsunami... La arquitectura debe hablar (isso é que é falar, ó parlante... farsante!), no puede sólo solucionar un problema. Los edificios firmados por "arquitectos de la esfera cultural" son mejores? Ai, sim!? E para quem? Para los outros arquitectos...
Es importante tener una posición!

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terça-feira, setembro 11, 2007

Geração (De)Generada

Faço minhas as palavras do artigo (De)generation digital da autoria de Fredy Massad y Alicia Guerrero Yeste (?) Publicado en el suplemento cultural de ABC.es e "linkado" ("re-criado"?...) no noticias de arquitectura.
Tudo o que odp gostaria de ter escrito sobre a "espessura" do "novo sangue" das "novas" Arquitecturas (com maiúscula e no "plural" - "claro"...) das novas (e noveis) gerações... e outros "bluf's" que TAL!

Uma amosta: o Kloverkarreen (BIG) paradigma de soluciones facilistas, desarrolladas a expensas del desconocimiento básico de nociones arquitectónicas, parecen haber comprado el paradigma gaudiano en el supermercado a precio barato. Producto de la arrogancia de arquitectos más preocupados por demostrar que por pensar, que han ignorado o aprendido mal las lecciones con las que podrían formular una nueva arquitectura al rehuir del conocimiento de la Historia, persuadidos de que la naturaleza de la cultura digital y la velocidad de los cambios abre la veda para su incultura arquitectónica. Arquitectos que creen ciegamente estar en posesión de una especie de superpoder, y se sienten autorizados para afrontar cualquier desafío, pero interesándoles más la cantidad que la calidad de su trabajo. Su paradoja radica en creerse referentes capaces de proponer una arquitectura para su tiempo cuando lo que en realidad han hecho es convertir en prioridad de su tarea el ejercer de frívolos seductores, calcando los vanidosos modelos de los actores del star-system, cínico e ideológicamente inútil tras haberse anquilosado en sus propias estrategias de mercadotecnia. Toman y quieren adaptar la realidad sin comprenderla, diseñando modelos complejos facilitados por el avance de la tecnología pero que adolecen de cualquier sentido de la responsabilidad y el compromiso. Arquitectura de adolescentes idolizándose a sí mismos, que no percibe la distinción esencial entre qué es la experimentación, qué es reflexión y qué es la realidad.

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