

Sobre o "Edifício C6 – Departamento de Matemática, Estatística, Informática e Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da autoria de José Neves com Francisco Freire" - poder-se-ia dizer, como sobre a
ESAD um certo dia (e num certo canal) afirmou Maria Manuel Godinho de Almeida, que poderia ter sido construído em qualquer altura dos últimos... 90 anos... (cito de memória mas a ideia era mais ou menos esta...)
A obra aspira à (categoria da) "intemporalidade"...
Aspira a ocupar um lugar diferente, muito diferente, da costumeira e vulgar inscrição em mod-ísmos e/ou "trends", em "gerações" e outros espíritos (com pouco espírito...) de grupo...
A obra cruza pátios "académicos" diversos sem remeter (que eu esteja a identificar...) para algum mais em particular...
Qualifica, primeiro que tudo, e com o rigor de desenho que a regra que tudo "ata" potencia, os "espaços de circulação"...
Subverte - veja-se o acesso pelo arruamento perpendicular ao (miserável) "a-relvado" do "campus"... - subverte o carácter excessivamente monumental (e - pelo "pomposo" - um pouco ridículo...) de cada uma das construções envolventes enquanto individualmente consideradas e a falta de caracterização do "conjunto monumental"...
A obra constrói espaço público diversificado na desgraça (na ausência) de um (qualquer - por mau que fosse...) "desenho de conjunto"...
Não deu, quase vazia (pelo dia 23 de Outubro...), para averiguar das justeza da escala dos espaços em função (critério único) da presença dos corpos...
Não é desculpa (de mau fotografo) para a falta de qualidade das fotografias, mas a obra, como aliás, as melhores, é (quase) impossível de fotografar...