segunda-feira, outubro 02, 2006

JMAC

E como poderia eu, caro João, deixar de atender a um pedido que me fazes chegar do meio do atlântico...
(Náufragos... arquitectos à rasca, em dia de comemorações mundiais... “That’s what I think”)
A crítica, por respeito à dita, e ao “mal dito”, não é possível. Não conheço os projectos, nem as “revolucionárias” obras (em curso...). Conheço as fotografias que vais postando... e é tudo... e é (muito) pouco... para a “enormidade” da tarefa. Falar das desditas, nestas condições, será um risco que vale a pena correr? Questiono-me.
Falar em “linguagens”, em “heranças e herdeiros”, e em mais ou menos criativas “variações” ao trabalho dos “mestres”... como um detective a recolher pistas para a resolução do mistério... não me apetece.
Falar (escrever) em “forma”, em “espaço”, em “composição”, ou sobre a “luz” (e a cor, claro) e ainda sobre alguns dos materiais “identificados” (cá está...) pela (possível) visualização das referidas fotografias... também não.
Sobre a critica, não fiques a pensar que estou a fugir com o dito, à seringa, porque sempre posso ir discorrendo sobre a “contradição”, melhor dizendo, sobre a "incoerência", entre a “modernidade” dos “conteúdos” e a tradicional pormenorização dos rodapés, aduelas, “vistas”, etc.
Desconheço o contexto actual e o contexto “futuro” das moradias, e as regras (?) do loteamento (?), de indispensável utilidade à formação de um juízo de valor “contextualista”... “comme il faut”.
Desconheço o programa, o cliente (“directo” ou “indirecto”) e a ocupação (permanente ou temporária...) e as implicações de tudo isto sobre a tipologia (mas também sobre as cores...) Não sei sequer para que lado fica Meca...
Constato o prazer na manipulação das geometrias, e a intencionalidade com que (de caminho) inventas (pequenos) alpendres ou varandas sombreadas e a intencionalidade com que desenhas os alçados com os vãos recuados ou avançados sobre a paisagem. Constato e reafirmo as críticas, enfim, as “suspeitas”, sobre as “distorções” de uma arquitectura com “medo” do ângulo recto!
Estão a ficar bonitas... coisa fina - estilosa - à arquitecto, tendência "desconstrutivismo (português) suave"...
E não digas que sais daqui...
... de mãos a abanar.

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1. O Valor 2. A Contingência
O Que Faz Falta...
Hardblog (Marrazes, Leiria)

4 Comments:

Blogger João Amaro Correia said...

do desconstrutivismo apenas abomino. mas gostei dessa do "desconstrutivismo português suave" ahahhaa

12:53 da tarde  
Blogger João Amaro Correia said...

ah!
a coisa destina-se a habitação corrente, para pessoas correntes, construída por pedreiros correntes. como se depreenderá, num país como o nosso, de tanta correnteza não se pode exigir mais, suponho.
e por isso mesmo o problema que mais aflige a arquitectura corrente em portugal é o "projecto de execução" com todo o totalitarismo e tique de arquitecto.
por exe. também eu gostaria de ter o roda-pé mais "consentâneo" mas há alguém que o faça nesta indústria?

1:01 da tarde  
Blogger AM said...

Não percebi. As casas têm "clientes" ou a encomenda destina-se à posterior venda no mercado. Trabalhaste com clientes "reais", com programas "reais", ou não?
De que maneira é que isso afectou ou não o desenvolvimento e as opções do projecto e da obra?
O mercado, a industria (da construção) é o que é... só "condiciona" a pormenorização do dito "projecto de execução", ou afecta por igual todas as "fases" do "processo" (Kafka), do relacionamento com os clientes na definição do programa base... à conclusão e posterior utilização da obra?

4:40 da tarde  
Blogger  Image Editing Services said...

Thanks for sharing this amazing article. I like it very much.
Car Image Editing

9:40 da manhã  

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